TRIBUTO A D.DINIS - 750 ANOS DO SEU NASCIMENTO - OFERTA DO "PENSAR ODIVELAS"

terça-feira, 11 de outubro de 2011

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

750 anos de D. Dinis - Missa de Acção de Graças.

No dia 9 de Outubro, data do nascimento do Rei, rezou-se uma Missa de Acção de Graças no Mosteiro de Odivelas, local onde se encontra o Túmulo de D. Dinis.

Na cerimónia estiveram presentes várias personalidades da sociedade Odivelense, entre eles a Sr.ª Presidente da Câmara Municipal de Odivelas, o Sr. Vice-Presidente da Câmara, o Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Odivelas e o Director do Instituto.

O Pensar Odivelas, que ofereceu este espaço a D. Dinis, também marcou presença. Para além da minha presença, estiveram presentes a Madalena Varela, a Dr.ª Maria Máxima Vaz, a Paula Lopes, o Rui Lóio, a Carla Rodrigues, a Susana Simões e o Luís Lopes.

Antes do início da Missa foram colocadas várias coroas de flores junto ao Túmulo do Rei D. Dinis.



Eu e Madalena Varela (Pensar Odivelas) a colocar a coroa do Pensar Odivelas.


Conferência - D. Dinis (O Lavrador) - O seu Reinado e o Seu Legado.

O Movimento Cívico Pensar Odivelas, organizou uma conferência com três objectivos: aprofundar o conhecimento sobre D. Dinis, de divulgar o seu reinado e dar a conhecer a ligação do Rei a Odivelas.

Esta conferência que contou com oradores de luxo, Dom Duarte Pio (Duque de Bragança), Rosado Fernandes, Maria Máxima Vaz, Carlos Coelho e Diogo Albuquerque (Secretário de Estado da Agricultura).


Mª Máxima Vaz, Dom Duarte Pio, Diogo Albuquerque, Xara-Brasil, Rosado Fernandes e Carlos Coelho.




Fonte: Pensar Odivelas.

Congresso Internacional D. Dinis.

No âmbito das Comemorações dos 750 anos do Nascimento de D. Dinis, a Câmara Municipal de Odivelas e a Sociedade de Geografia de Lisboa, promoveram, nos dias 06 e 07 de Outubro, o “Congresso Internacional D. Dinis 750 Anos do Seu Nascimento”.


Fonte: CMO

Uma imagem que vale, o que vale.

750 anos depois - continua-se a fazer História.

Fez ontem 750 anos que nasceu o Rei D. Dinis e a importância do seu reinado é tal que hoje continua a ser estudado, o seu reinado continua a ser debatido e é ainda tido como um exemplo em vários domínios.

A Conferência com o tema "D.Dinis (O Lavrador) - O Seu Reinado e o Seu Legado" é a prova disso mesmo, nenhum dos oradores deixou de o referir. Tanto Dom Duarte, como Rosado Fernandes, Máxima Vaz, Carlos Coelho e Diogo Albuquerque (Secretário de Estado da Agricultura em substituição de Assunção Cristas) o salientaram.

Esta conferência também ficará certamente na História de D. Dinis e das comemorações do seu 750º aniversário. Por isso mesmo e para memória futura, deixo aqui uma imagem do cartaz.




sexta-feira, 7 de outubro de 2011

As primeiras autarquias.

O rei D. Diniz foi um dos maiores estadistas portugueses de sempre. Contam-se muitas histórias do monarca a quem deram o sobrenome “O Lavrador”. Assenta-lhe muito bem. Também combinariam muitos outros, como “O Poeta” pela obra literária que lhe é atribuída. 

De qualquer modo, são lhe reconhecidos inúmeros projectos que transformaram Portugal e fizeram do seu reinado, de 46 anos, dos mais intensos de todos. D. Diniz pode ser recordado na história por ter conseguido ganhar guerras sem armas, mantendo-se um fervoroso adepto da paz.

Uma dessas guerras travou-a com os senhores feudais de então, com o único objectivo de dinamizar a agricultura como a mais importante acção de fomento da economia nacional. 

D. Diniz queria os campos todos cultivados. Pretendia um País sustentável. E por isso, redistribuiu a propriedade e distribuiu as terras abandonadas. Criou as paróquias, a origem do poder autárquico, e fê-lo por cartas régias. Nasceram as feiras e concelhos como forma de tornar mais eficiente a administração das propriedades (régias). 

Com esta actuação, D. Diniz conseguiu articular a política centralizadora de então, com estas novas pequenas administrações territoriais, ou seja fez com que todos os portugueses ficassem mais perto do poder central, das suas decisões, da justiça, do conhecimento. 

O monarca pretendia um País mais unificado, para poder iniciar um conjunto de reformas indispensáveis como o restabelecimento das relações com o Papa, a oficialização da língua portuguesa, a criação da Universidade, o aumento do património monumental e o expansionismo da nossa identidade pela Europa do Sul e médio Oriente, através da Ordem dos Templários, os sábios que viajavam para apreender outros conhecimentos nas áreas mais importantes da época.

Agora comemoram-se os 750 anos do nascimento de D. Dinis (Dinis I, a 9 de Outubro de 1261) e bem que se pode dizer que a sua política se encontra na ordem do dia, precisamente num momento em que Portugal discute a reforma da administração local, na era das auto-estradas da informação e rodoviárias em que a distância se cumpre à velocidade de um ‘click’.

Em todo o caso, a razão do Rei D. Diniz persiste actual: um País sustentável só se consegue com uma agricultura forte, capaz de satisfazer as necessidades de consumo básicas... Senão todas, quase todas.

José Maria Pignatelli