TRIBUTO A D.DINIS - 750 ANOS DO SEU NASCIMENTO - OFERTA DO "PENSAR ODIVELAS"

domingo, 30 de outubro de 2011

Outubro - Mês de D. Dinis chegou ao fim.


Ao longo de todo este mês de Outubro, integrado nas comemorações do 750º aniversário de Rei D. Dinis, o grupo Pensar Odivelas, pai deste blogue, promoveu uma série de iniciativas com objectivo de aprofundar o conhecimento sobre deste reinado e de o difundir.

Clicado aqui poderá ver o resumo de todas as iniciativa:


750º Aniversário - Mais um tributo a Dom Dinis.






Assunção Cristas (Ministra) e Maria Máxima Vaz (Historiadora).







Escultura de D. Dinis em chocolate - Osvaldo Piuza

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

750 anos de D. Dinis.


No âmbito das comemorações dos 750 anos do nascimento do Rei D.Dinis, o Pensar Odivelas, "progenitor deste" blogue, levou a cabo mais uma iniciativa, a "Visita Guida aos Monumentos Históricos de Odivelas".

Nesta excursão, guiada superiormente pela Drª Maria Máxima Vaz, participaram mais de cem pessoas. A visita começou no Sr. Roubado, passou pela Póvoa de St.º Adrião onde foi visitada a Igreja e o Chafariz D'El Rei, foi a Caneças e terminou, como não podia deixar de ser no Mosteiro de S. Dinis e S. Bernardo, onde se encontra o Túmulo do Rei D. Dinis.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Contrato Celebrado entre D.Dinis e Micer Manuel Pessanha de Génova.

Será esta a "Certidão de Nascimento dos Descobrimentos Portugueses"


Contarto de Vassalagem Celebrado Entre o Rei D. Dinis e Micer Manuel Pessanha de Génova.
Santarém, 1 de Fevereiro de 1317
Manuscrito, pergaminho, selo chumbado pendente, 536x497mm.
ANTT, Colecção das Gavetas, Gav 3, mc1,n.º7,

Fonte: Dioninisius Rex (Documentos de D. Dinis na Torre do Tombo).

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

“A Rainha Santa” (c. 1269-1336)


Rainha Santa Isabel - Milagre das rosasAutor desconhecido Século XVI [1540-50] Óleo sobre madeira de carvalho 36 x 29 cm Museu Nacional de Machado de Castro, Coimbra

Filha de Pedro III de Aragão e de Dona Constança de Navarra, nasceu em Saragoça ou Barcelona e faleceu em Estremoz. Em 1288 casou por procuração em Barcelona com Dom Dinis. Acompanhou o rei, nos primeiros anos de casada, nas suas deslocações através do país e a fama da sua bondade granjeou-lhe a simpatia do povo, sendo-lhe atribuído o episódio conhecido por “Milagre das Rosas”. Desempenhou o papel de medianeira nas lutas entre Dom Dinis e o seu irmão Dom Afonso e entre o rei e o príncipe herdeiro, futuro Dom Afonso IV. Em 1287 Dom Dinis doou à Rainha, Sintra e seus castelos que lhe ficaram a pertencer até 1300, passando depois, por sucessivas doações para o infante Dom Afonso (irmão de Dom Dinis) para Dona Isabel (sobrinha de Dom Dinis) e Dona Beatriz (mulher de Dom Afonso IV), tendo contudo a Rainha usufruído de todos os direitos e pertenças até ao fim da sua vida, em 1336. O culto do Espírito Santo teria sido introduzido pela “Rainha Santa” em Alenquer e Sintra, sendo ainda hoje as festas do Penedo, em Sintra, consideradas as mais fiéis ao ritual tradicional. A pedido de Dom Manuel I, Dona Isabel foi beatificada por Leão X em 1516.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Tratado de Alcanises (12/9/1297) - Assim D. Dinis definiu as fronteiras.


Manuscrito, pergaminho, 688x512mm
ANTT, colecção das Gavetas, Gav.18m, mç.9,nº13

Fonte: Dionisius Rex - Documentos de D. Dinis na Torre do Tombo.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

A não perder - Até ao fim do ano.

DIONISIUS REX: Documentos de D. Dinis na Torre do Tombo

10 de Outubro a 31 de Dezembro de 2011
Arquivo Nacional da Torre do Tombo
 
 

Torre do Tombo também destaca os 750 anos de D. Dinis.

Notação Musical de D. Dinis.
A Torre do Tombo coloca em evidencia os 750 anos de D. Dinis, veja aqui os documentos históricos referentes a D. Dinis que estão lá arquivados.

Ilda Vieira viu D. Dinis.

Ilda Vieira, uma senhora com mais de 100 anos e que viveu quase toda a sua vida no Mosteiro de Odivelas foi uma das últimas pessoas a ver D. Dinis, isso aconteceu quando há uns anos abriram o Túmulo.

Numa entrevista que pode ser vista na Odivelas.com descreve o que viu:

"Estava com uma túnica de seda às riscas roxas e douradas, com pinhas pintadas.

Ele estava mexido dos joelhos para baixo. Tinha uma barba ruiva comprida.

Estava completo, todo bem."

Doninhas do Asfalto também marcaram presença.


Representação do Milagre das Rosas.

 
Um grupo de teatro "Artecanes", representou ontem em frente ao Mosteiro de Odivelas, um pouco daquilo que foi a vida de D. Dinis e o Milagre das Rosas, atribuído à Rainha Santa Isabel.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

750 anos de D. Dinis - Missa de Acção de Graças.

No dia 9 de Outubro, data do nascimento do Rei, rezou-se uma Missa de Acção de Graças no Mosteiro de Odivelas, local onde se encontra o Túmulo de D. Dinis.

Na cerimónia estiveram presentes várias personalidades da sociedade Odivelense, entre eles a Sr.ª Presidente da Câmara Municipal de Odivelas, o Sr. Vice-Presidente da Câmara, o Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Odivelas e o Director do Instituto.

O Pensar Odivelas, que ofereceu este espaço a D. Dinis, também marcou presença. Para além da minha presença, estiveram presentes a Madalena Varela, a Dr.ª Maria Máxima Vaz, a Paula Lopes, o Rui Lóio, a Carla Rodrigues, a Susana Simões e o Luís Lopes.

Antes do início da Missa foram colocadas várias coroas de flores junto ao Túmulo do Rei D. Dinis.



Eu e Madalena Varela (Pensar Odivelas) a colocar a coroa do Pensar Odivelas.


Conferência - D. Dinis (O Lavrador) - O seu Reinado e o Seu Legado.

O Movimento Cívico Pensar Odivelas, organizou uma conferência com três objectivos: aprofundar o conhecimento sobre D. Dinis, de divulgar o seu reinado e dar a conhecer a ligação do Rei a Odivelas.

Esta conferência que contou com oradores de luxo, Dom Duarte Pio (Duque de Bragança), Rosado Fernandes, Maria Máxima Vaz, Carlos Coelho e Diogo Albuquerque (Secretário de Estado da Agricultura).


Mª Máxima Vaz, Dom Duarte Pio, Diogo Albuquerque, Xara-Brasil, Rosado Fernandes e Carlos Coelho.




Fonte: Pensar Odivelas.

Congresso Internacional D. Dinis.

No âmbito das Comemorações dos 750 anos do Nascimento de D. Dinis, a Câmara Municipal de Odivelas e a Sociedade de Geografia de Lisboa, promoveram, nos dias 06 e 07 de Outubro, o “Congresso Internacional D. Dinis 750 Anos do Seu Nascimento”.


Fonte: CMO

Uma imagem que vale, o que vale.

750 anos depois - continua-se a fazer História.

Fez ontem 750 anos que nasceu o Rei D. Dinis e a importância do seu reinado é tal que hoje continua a ser estudado, o seu reinado continua a ser debatido e é ainda tido como um exemplo em vários domínios.

A Conferência com o tema "D.Dinis (O Lavrador) - O Seu Reinado e o Seu Legado" é a prova disso mesmo, nenhum dos oradores deixou de o referir. Tanto Dom Duarte, como Rosado Fernandes, Máxima Vaz, Carlos Coelho e Diogo Albuquerque (Secretário de Estado da Agricultura em substituição de Assunção Cristas) o salientaram.

Esta conferência também ficará certamente na História de D. Dinis e das comemorações do seu 750º aniversário. Por isso mesmo e para memória futura, deixo aqui uma imagem do cartaz.




sexta-feira, 7 de outubro de 2011

As primeiras autarquias.

O rei D. Diniz foi um dos maiores estadistas portugueses de sempre. Contam-se muitas histórias do monarca a quem deram o sobrenome “O Lavrador”. Assenta-lhe muito bem. Também combinariam muitos outros, como “O Poeta” pela obra literária que lhe é atribuída. 

De qualquer modo, são lhe reconhecidos inúmeros projectos que transformaram Portugal e fizeram do seu reinado, de 46 anos, dos mais intensos de todos. D. Diniz pode ser recordado na história por ter conseguido ganhar guerras sem armas, mantendo-se um fervoroso adepto da paz.

Uma dessas guerras travou-a com os senhores feudais de então, com o único objectivo de dinamizar a agricultura como a mais importante acção de fomento da economia nacional. 

D. Diniz queria os campos todos cultivados. Pretendia um País sustentável. E por isso, redistribuiu a propriedade e distribuiu as terras abandonadas. Criou as paróquias, a origem do poder autárquico, e fê-lo por cartas régias. Nasceram as feiras e concelhos como forma de tornar mais eficiente a administração das propriedades (régias). 

Com esta actuação, D. Diniz conseguiu articular a política centralizadora de então, com estas novas pequenas administrações territoriais, ou seja fez com que todos os portugueses ficassem mais perto do poder central, das suas decisões, da justiça, do conhecimento. 

O monarca pretendia um País mais unificado, para poder iniciar um conjunto de reformas indispensáveis como o restabelecimento das relações com o Papa, a oficialização da língua portuguesa, a criação da Universidade, o aumento do património monumental e o expansionismo da nossa identidade pela Europa do Sul e médio Oriente, através da Ordem dos Templários, os sábios que viajavam para apreender outros conhecimentos nas áreas mais importantes da época.

Agora comemoram-se os 750 anos do nascimento de D. Dinis (Dinis I, a 9 de Outubro de 1261) e bem que se pode dizer que a sua política se encontra na ordem do dia, precisamente num momento em que Portugal discute a reforma da administração local, na era das auto-estradas da informação e rodoviárias em que a distância se cumpre à velocidade de um ‘click’.

Em todo o caso, a razão do Rei D. Diniz persiste actual: um País sustentável só se consegue com uma agricultura forte, capaz de satisfazer as necessidades de consumo básicas... Senão todas, quase todas.

José Maria Pignatelli